Da menina que conheceu o Supertramp
janeiro 29, 2010 at 1:02 AM | In cinemático | Leave a CommentTags: filmes
É quase incondicional um mudança. É assustador todo o resultado que este grande homem, Christopher McCandless ou ‘Alex Supertramp’, alcançou. Vencer pela sabedoria sendo justo com a própria vida. Emocionada, olha ao redor e vê que o que tem entulhado a frente dos olhos não vale quase nada. Frutos de um capitalismo intruso e degenerador. Deu a vontade de sair mesmo sem mochila, sem chinelo, sem o olhar do apego a coisas e pessoas. ‘Alex’ viveu feliz por mais tempo, enquanto livre na natureza, que talvez um cidadão comum poderia ter juntado de felicidade ao fim de sua vida. Do início ao meio do filme ela se segurou, temendo que tudo acabasse numa ‘droga’, por que passou a gostar dele até mais do que devia. E sentiu raiva de não tê-lo conhecido antes, de não sabê-lo antes, de tudo, até. Um filme lançado a quase três anos. Uma história construída à séculos. E eu no desleixo de saber pouco sobre esse infinito mundo de heróis.
(…)Por que está nele o que todo mundo quis fazer antes de ser ganancioso, antes de se importar com status, antes de ser egoísta e competitivo, antes de ficar tomando conta da vida alheia. Por que está nele a alma do bom homem que só quer ser feliz, desprendido de sentimentos ruinosos, querendo viver bem com a natureza e achando que ela já lhe é suficiente, sem que seja preciso se prender ao capitalismo.
É um filme muito bonito. Daqueles que vc fica criando estratégias durante o filme, pra fazer igual.
Deu vontade nela.
Muita.
Velhas de amizade.
janeiro 28, 2010 at 11:52 PM | In benevolência | Leave a CommentTags: lembranças
Às pressas:
‘Venha aqui pra minha casa. Vamos ouvir a Maria, que eu sei que é a sua cara. Vamos morrer românticas, cair naquela risada, uma mangando’ da outra a tarde inteira. Preciso ver você de verdade. Preciso saber que vc taí dentro. As fotografias! Não vamos deixar que elas fiquem amareladas. Eu te maquio, vc dança, eu dou click. Você sabe que é uma flor. Que também gosta de Rock. Vamos ser de verdade, na tarde de amizade que faz tempo e tá dando saudade.’
Um observador no retrovisor.
janeiro 25, 2010 at 2:58 PM | In monodrama | Leave a CommentTags: sensações
Maria viu no espelho do lado esquerdo.
Pegou lápis e papel.
“Sinto muito, mas de todo coração, não vou pedir perdão por ser quem sou. E sinto mais, por de alguma forma terem tomado conhecimento de mim. É que ‘to lutando aqui por minha vida, pra que ela seja boa do jeito que eu quero. E pra mim não há problemas em sonhar, levantar todos os dias, e depois de lavar o rosto, pintá-lo. – Que eu fico feliz e boba por pouca coisa? É, da pra ver assim que eu viro o rosto, e seja quem for, vou continuar sorrindo.
Poxa, bote pra tocar aí Flamboyant Bella, e dance, que a mente se esclarece, você vai precisar. E olha a chaleira no fogo, que não sou eu quem prepara o café da matina. Mas pense que vale mais a sua vida que a do vizinho. Vê que não envolvo tanta gente, além dos amigos que escrevi no tronco do pé de romã. Que não te incluo perto nem longe. Por que nem pensar nisso, pensei. Veja aê, mais uma vez, que é você que pensa em mim, enquanto eu penso na vida lá fora.
Né mágoa não, é preguiça.”
Pronto.
Ele estava só com o coração nervoso.
De quem ama a Lira
janeiro 14, 2010 at 2:37 PM | In benevolência | Leave a CommentTags: amizade
Eu não sei como viveria sem você. Não resistiria, não sobreviveria. Eu reso, numa singela menção, Que eu não me perca de você, Que você esteja sempre comigo, Por dentro, no olhar, cheia de aconchego, Que precise de mim, como eu preciso de você. Que os laços apertem e que nasçam outros, Sem nós, como nós, Na leveza da boa/eterna amizade. E cada ano que vier conte melhor a nossa história. Que em fim descobrimos que somos irmãs. Que o nosso sangue é o mesmo, Que vis-à-vis, é inegável que eu te amo. Eu te declaro minha eternidade, minha vida, minha alma. Posto que meu amor está na medida do infinito horizonte do meu coração. Em todo cuidado que se tem com os anjos, eu te amo. Que fique como música boa, livre e admirável. Se repita em minha vida quantas vezes quiser, Minha Lira, Pra Sempre.
“Ela teimou e enfrentou o mundo se rodopiando ao som dos bandolins…”
O que se espera.
outubro 26, 2009 at 12:18 PM | In monodrama | 1 CommentTags: sensações
Se os meus sonhos não chegassem tão perto do meu coração…
Quem diria pra eu ir além?
Viver é mais fácil quando se veste uma fantasia colorida.
E é conquistando menos e desejando mais,
Que o caminho fica mais cobiçado.
Vida tem um pé de saudade,
Pra levar a leveza das músicas que contam muitas de nossas histórias,
Do tempo que, por vezes, tentamos repetir.
O que nos espera, quase sempre está do lado de fora.
E só bate a porta o que já se trás dentro de si.
Por amor à Lira.
abril 10, 2009 at 7:37 PM | In benevolência | 2 CommentsTags: amizade
Está no brilho do olhar que se revela,
Nos olhos que oscilam entre o opaco e o fluorescente.
Aos cachos despencados de beleza,
Jacuabina em dourados, sobre céus azuis-lilás.
Pede desculpa à tristeza e sai para desapontá-la.
Levanta uma faixa em protesto à indelicadeza de sua origem.
Vai lavar na água do mar todos os maus sentimentos,
E trás pra casa versos e poesias.
Os indolentes desperdiçam toda a pureza,
E um dia hão de se arrepender,
Pois que ela ama aos diversos por serem diferentes.
E ama mais a si mesmo, por não parecer nem pouco com eles.
De toda sua essência o mais poético dos amores conscientes,
Minha Lira.
[Por amor à Lira, e para mesmo além do infinito que não existir, a nossa amizade]
A pergunta.
abril 9, 2009 at 8:36 PM | In benevolência | Leave a CommentTags: sensações
Eu tinha pressa em escrever.
Sentei-me em um banco sob o sol, e o lápis rabiscava rapidamente o papel borrão.
Queria lhe contar como foi o meu dia, dizer sobre . . .
“De cabeça baixa andava sem ver o que pela frente viria.
Parei no sinal e do outro lado, com um rosto pintado e mal vestido, um palhaço. Mas de que admirar-se, se um palhaço veste-se assim mesmo de trapos?
Este parecia ser humilde, quis acreditar.
Continuei e tive medo.
Tinha a intenção de passar ligeiramente, mas recebi um sorriso e parei pra ver o que ele tinha nas mãos. Eram cartões reciclados, postais pintados, e cheios de frases…
Rapidamente me respondeu antes que eu pudesse perguntar:
- São cartões! Permitem-nos publicar nossa arte. E o que arrecadamos com eles nos ajuda a levar alegria para crianças de entidades infantis.
Peguei nas mãos alguns, passei as figuras sem olhar as frases.
- Este! Inocência, ele disse.
Olhei o cartão na mão e vi a poesia.
- Você a tem?
- A inocência? Perguntei.
- Sim! Você a tem?
E era de não se esperar. Era. . . como algo que nunca se vai escutar de outras pessoas por aí. Quem se importaria? E me lembrei da espera que fiz por um pergunta como esta. Queria logo responder. Do seu espírito uma indagação honesta e que significava pra mim a mágica da pergunta certa.
Disse-lhe as palavras mais infinitas e incoerentes, atropeladas umas pelas outras:
- “Quem me dera ainda tê-la. Os meus dias não seriam assim tão frágeis. Pois que, quem ver mais com o bem, não percebe o horror que há por trás de cada intenção. E não vê muito além. E não vê que a vida não é feita apenas de alegrias. Mas depois que calejada está de desilusões, paga-se tudo pelo que se sebe sobre a verdade. Quem me dera ainda tê-la e assim as coisas seriam realmente melhores. Desabafei.”
- “As crianças estão sempre felizes, e os adultos não tem mais inocência.” Ouvi dele.
- Quanto custa?
- Não há preço, senhora, se apenas você levar. Vai custar o que você puder nos dar. Pode ser um sorriso.
Então tirei da minha bolsa todas as moedas que tinha.
Não olhei quanto, nem ele.
Vi as moedas caírem na cestinha junto com as outras, e se misturarem sem dizer quanto fui capaz de dar.
Ficou sem saber que o que paguei não era na intenção de lhe ajudar, eram pela diferença que ele fez em meu dia. Pela pergunta que um dia quis ter. E me neguei a pensar várias vezes que poderia ser uma besteira, uma bobagem. Mas se eu deixasse que aquele momento se fosse, sem o ter tratado com valor, O que do meu ‘eu’ teria pra contar, se sou tudo que observo, as coisas que me faz pensar e decidir ser, se sou tudo aquilo que admiro e que me faz igual por ser exemplar?
“- Multiplicar alegria!”, disse ele cumprindo seu papel.
A pergunta poderia ser outra, de mau gosto ou sei lá o que.
Mais foi esta.
A pergunta certa,
E a diferença de alguém que soube como os pequenos momentos podem mudar as pessoas.
Caminho sem chegada.
abril 5, 2009 at 11:51 AM | In monodrama | 1 CommentTags: sensações
O que te faz pensar que vale a pena continuar é apenas a fé.
Por que na vida real nada pode comprovar o que te espera amanhã.
Sabe que essa é a única forma de viver. [Acreditando].
Mas mesmo assim, mesmo sabendo que tudo pode ser mera invenção, você pede pra continuar por que tudo que você conhece ou sabe é isso, e você gosta de viver.
Se você quer, então você arrisca.
Viver é apostar no amanhã.
E não há direito à reclamações…
É o que pagamos pra desfrutar dos momentos da vida.
Assim como uma troca de um jogo muito bem bolado, você não pode jamais voltar atrás.
Marcado por cada passo e palavras ditas, você torna-se o exterior, e nada do que você pensa e sente vai influenciar muito na sua vidraça.
Por fora os olhares vão condenado fala e linguagem corporal,
te deixando cair em rótulos.
Perguntam: – Qual é o real propósito de viver?
Se você tem fé, com toda certeza já deve ter formulado uma resposta e na ponta da língua vai me responder esta pergunta.
Inocentemente você criou algo maior.
E convencer não é seu ponto forte, por que não há provas pro agora.
Mas se ainda não inventou, não encontrou [resposta].
Não há nada além da nossa imaginação.
Tudo é pra nós apenas o que definimos com palavras.
E pode ser ou não termo real da definição do [porquê] da existência.
.
Se você quis um dia saber o que é o mundo,
Bem-vindos ao caminho sem chegada.
Descansar
abril 5, 2009 at 11:49 AM | In partiturial | Leave a CommentTags: sensações
Canto Dos Malditos Na Terra do Nunca
“Eu quero descansar no teu peito
O cansaço dessa vida
E o peso de ter que ser alguém
Eu já não sei o que faço meu bem
Nem o que farei…
Mas se você quiser e vier
Pro que der e vier comigo
Eu posso ser o seu abrigo
Mas e se você não quiser
Eu posso ser um qualquer inimigo
Mas só quero que saiba meu bem…
Esteja sempre comigo…
Eu quero encontrar a minha paz
Que eu já não sei dos perigos
que essa vida me traz…
Só sei que a gente inventa amor,
e dor e tudo que nos satisfaz…
E se você quiser e vier
Pro que der e vier comigo
Eu posso ser o seu abrigo
Mas e se você não quiser
Me nego à todo e qualquer castigo…
Mas só quero que saiba meu bem…
Te levo sempre comigo… “
[Excelente letra do CMTN, merecia estar aqui no - conta'gotas de filosofia.]
Em câmera lenta, uma batida.
abril 1, 2009 at 2:29 PM | In monodrama | Leave a CommentTags: sensações
Fechei os olhos.
Minha boca calou as palavras vazias e assustadas.
Lentamente meu corpo se joga pra frente.
Um peso forte, um espasmo, um sintoma de se esvair.
Vagarosamente o tempo vai parando, pedindo que eu aproveite aqueles segundos, mesmo que tristes.
A minha vida se engrandece, e não há tempo para perder.
Não á mais tempo para ganhar.
‘Não há tempo!.
Flashes lá fora, acedem e apagam as imagens da minha retina.
Na minha mente as palavras que quis dizer à muita gente, e quis agradecer.
Mergulhada nas memórias me despeço do meu passado, por enquanto que ainda o tenho.
O presente vai acabando pra mim.
E com o maior desgosto de não ter dito quem eu sou e por que sou,
De não ter gritado pra os quatro cantos do mundo.
De não ter riscado o chão como Amilie Poulain.
De não ter tomado chá com os amigos, às 5 da tarde.
De não ter procurado um amor.
E quando eu acabar. . .
Na minha memória, nas marcas do meu corpo, nada, nada vai ficar.
Finalizar sem deixa que eles saibam, desumanamente, que os amo.
E me livro do choro deles, e inicio a minha angústia eterna.
O carro vai se chocar contra a parede, a respiração sufoca as minhas veias.
Não tenho mais forças.
Acalmo-me.
Perdi a consciência.
Perdi o medo.
Não tenho mais gostos.
Não me tenho.
Não existo.
Morro.
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